| ::Como se interessasse:: |
Nome: Marcelo Salgado
Formação: Jornalismo
Nasceu em: 23/3/1979
Interesses: Poesia, Filosofia, Jogos, Cinema
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:: Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007 ::
Excesso
Poema criado por Marcelo originalmente para aula de Mídia e Poder, também publicado em Homens que Amam.
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Tanta companhia aliena
Dilui identidades
Generaliza a pena
Simplifica a cena
Cria e faz crer
Em verdades
Por Ariano
1:29 PM [+] ::
Reflexões:
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:: Terça-feira, Dezembro 26, 2006 ::
Seminários finais - O direito à ternura (Luis Carlos Restreppo)
1-
Domestique essa mão,
Acaricie um ou mil
Ame sim, ame não
Mas, seja gentil
2-
A Ternura é uma das coisas
mais lindas do mundo.
Desconhece fronteiras
Reconhece o Amor
É irmã do Carinho e da Gentileza.
Se permitirmos que permeie
Com sua camada açucarada
Tudo o que hoje chamamos "Vida",
Apreenderemos o ser humano
Aprenderemos a ser humanos
Em meio a uma verdade boa e bela.
Pois ser terno é ser plenamente vivo.
Por Ariano
5:05 PM [+] ::
Reflexões:
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Seminários finais - Os sete saberes necessários à educação do futuro (Edgar Morin)
Na década de 1990, o governo francês convidou o estudioso Edgar Morin para planejar uma nova estrutura educacional e curricular para o ensino secundário. Não houve mudança naquele caso, porém, os estudos de Morin excedem em muito as extensões de apenas um país. Em tempo, lançou Os sete saberes necessários à educação do futuro.
Morin acredita que o indivíduo deve ser colocado mais ao centro da proposta educacional, também crê que o sistema educacional, da forma que existe, nos leva a confiar muito em respostas fechadas e certezas. No entanto, talvez seja mais razoável e produtivo deixar claro aos alunos que existem erros, incertezas e, dependendo da situação, mais de uma resposta certa. Como diz Morin, "essa incerteza é uma incitação à coragem".
Os sete saberes são: Conhecimento, Conhecimento Pertinente, Identidade Humana, Compreensão humana, Incerteza, Condição planetária e Antropo-ética.
Acredito que o caminho escolhido por Morin é, assim como indica sua obra, o mais humano; o mais abrangente. Mesmo que possamos discutir os perigos do relativismo, por conta dessa almejada assunção da incerteza e da imperfeição, bem, acredito que somos tão somente seres humanos. Não é mesmo?
Morin acredita que uma reestruturação educacional como indicada nessa obra não deve se restringir a um ou a outro grau escolar.
Como acredito que nunca é cedo nem tarde demais para se aprender sobre a própria natureza e sobre a humanidade, digo que não poderia pensar de outra forma.
E Viva Morin!
Links:
- http://novaescola.abril.com.br/index.htm?ed/168_dez03/html/falamestre
- http://www.centrorefeducacional.com.br/setesaberes.htm
Por Ariano
4:02 PM [+] ::
Reflexões:
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Seminários finais - 1984 (1948, George Orwell (Eric Arthur Blair))
Há muito em comum entre 1984 e Admirável Mundo Novo. Ambos são distopias, ou seja, tratam nossa realidade de uma forma inversa ao considerado utópico, pois desenham um mundo em que o totalitarismo é a prática de ordem a partir de um poder central irredutível e esmagador.
EM 1984, o estado central define mesmo um novo idioma, a Novilíngua. A partir desta língua em construção, é possível reescrever história, cultura e, com o suporte de ferramentas como a teletela, vigiar e controlar pensamentos e comportamento dos cidadãos.
O Partido é o grupo que, de maneira um tanto nazifascista, controla a sociedade. Por meio da figura central do Grande Irmão (big brother), eles designaram o seguinte lema:
"Guerra é paz,
Liberdade é escravidão,
Ignorância é força."
A partir daí, podemos ver a ironia e a crítica à nossa sociedade que constituem também a essência de 1984. O lema indica que a guerra e, também, a ignorância, são meios de se chegar a um estado mais elevado de ser. O ignorante é escravo das inteligências superiores, mais bem-informadas; o ignorante, pode-se pensar, não precisa ser livre.
Do contrário, encontra força ao se apoiar no sistema, que é impositivo e restritivo, mas que dá tudo mastigado, digerido, pronto para seu consumo - bens, informações, seja o que for. Olhando de fora, podemos ver o quão enganador é este lema, que quer dizer aos cidadãos que a dependência (e escravidão) provocada pela ignorância é "força". Seria razoável dizer exatamente o oposto: que depender é ser fraco.
Assim como Admirável Mundo Novo, o livro 1984 é um grande e reluzente alerta vermelho para todos nós.
Por Ariano
3:16 PM [+] ::
Reflexões:
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Seminários finais - Admirável Mundo Novo (1932, Aldous Huxley)
Este foi o livro estudado por meu grupo, para a apresentação do seminário final. O que mais me emocionou nesta obra de Huxley foi a capacidade dele de, surpreendentemente, conseguir prever com boa precisão o cenário comunicacional e sociológico que se desenharia no mundo nas décadas seguintes. Puxa vida, na década de 1930, Huxley imaginou coisas que são questões mais do que em voga hoje, em 2006. E que provavelmente serão assunto por muitos anos - talvez mesmo para sempre.
Trecho do livro:
"E esse - interveio sentenciosamente o Diretor - é o segredo da felicidade e da virtude: amarmos aquilo que somos obrigados a fazer. Tal é a finalidade de todo o condicionamento: fazer as pessoas amarem o destino social de que não podem escapar."
Predestinação, inevitabilidade, inescapabilidade; controle e imobilidade social. Na sociedade hipotética, não existe escolha ou opção. Os humanos nascem com propósito definido, e seu dever é cumprir este propósito - e amar não apenas esta vida, como o Diretor, a autoridade central. E achar tudo bom, muito bom.
Algumas questões políticas também podem ser destacadas. É fácil comparar o sistema de castas e centralização do livro ao de uma monarquia absolutista, ou a uma ditadura. Mas o condicionamento, de ordem psicológica, cultural, moral e até física, imposto no Admirável Mundo Novo, vai muito além, como ficção, de qualquer realidade nossa.
Por enquanto.
Entendamos a obra de Huxley como uma coisa: um ALERTA.
Por Ariano
3:06 PM [+] ::
Reflexões:
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8ª AULA - 7/10 - Computador substitui jornalistas; A evolução feminina e a mídia
Ênfase: Computador substitui jornalistas
Quando penso em filmes como O quarto poder, retorno por momentos àquele jornalismo (e àqueles jornalistas). Falo do jornalismo de cara meio suja, gravata (se tanto) fora do lugar, cinzeiro cheio e fumaça pelos ares, a sinfonia estalada das máquinas de escrever. A redação agitada, telefones sem parar e... gente, muita gente andando e correndo de um lado para o outro.
O repórter Rodrigo Viana, demitido da TV Globo recentemente (dez/06), redigiu uma carta em sua saída por meio da qual deixou claro, também, seu saudosismo e gosto pela antiga redação:
Leia carta na íntegra aqui:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1309377-EI6584,00.html
Trecho:
"(...) Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha - nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.
Havia o João Paulada - o faz-tudo da Redação.
Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces...
Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.
Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós - nas ruas, no Metrô, na padaria.
Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia "vallet park", nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.(...)"
Lido isto, pergunto aos jornalistas: o que nos resta, diante do esmagador progresso tecnológico legitimador, estimulante e estimulado pela lógica capitalista?
Escolher outra faculdade?
Mendigar nas ruas a engenheiros e médicos?
Vender pipoca?
Não mesmo.
A resposta pode passar por redirecionar nossas carreiras, revisar o propósito do jornalista dentro da sociedade e como profissional; rever o Jornalismo em si, considerando as mudanças sociais que podem levar a novas necessidades informativas e comunicacionais. Em suma, rever o papel do jornalista e do jornalismo diante do que hoje é nossa realidade, e encontrar uma forma de ser útil, importante e feliz com a nova configuração.
Mas, sempre devemos manter um olho atento ao que historicamente e essencialmente define o jornalismo e a prática jornalística: o bem comum, o serviço público, a informação (o mais possível desinteressada e não-tendenciosa) que dá subsídios para que as pessoas pensem e concluam por conta própria.
Por Ariano
2:25 PM [+] ::
Reflexões:
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7ª AULA - 30/9 - Marketing Viral; Cultura McWorld; Microcosmos
O mais bacana de ser humano é o ser humano. O conhecer humano. Presenciar do que somos capazes, do grau de malícia, da falta de preocupação com o outro, do "empoderamento" do presente em detrimento do futuro, e de outras pequenas e grandes perversidades - e perversões. Pessimista ou apocalíptico, repito o que eu disse em sala de aula: bancar o advogado do diabo e se expor; provocar, causar, refletir e fazer refletir. É disso que gosto, é isso que quero. É para isso que estudo entre outras pessoas.
Usar as redes sociais já existentes, sobretudo a não-tão-nova web e outros recursos virtuais é uma tendência do marketing, que é praticamente um copo d'água entornado em algum lugar, e que sempre encontra um caminho. Para propagar sua mensagem, vender seus produtos e, em última instância, alcançar seus objetivos, o marketing viral segue o procedimento de um vírus comum: procura o caminho mais curto, mais prático e que permita seu espalhamento mais veloz.
A partir daí, pode-se considerar essa forma de marketing, portanto, como mais um instrumento de propagação e promoção da cultura McWorld, que traz a idéia da universalização de princípios, notoriamente os estadunidenses. Sim, por perigoso que isto seja, a partir da cultura McWorld, temos uma idealização por qual o mundo ganha a propriedade de ser menor, melhor e mais próximo a partir de uma cultura aproximadamente unificada.
Tudo isto, tão somente para que o mundo torne-se lar de pessoas mais próximas, mais amigas, mais semelhantes; tudo isto, para que nos assumamos como verdadeiros irmãos neste pequeno grande mundo.
Há, há, há. Faz-me rir.
Creio que a penetração da cultura MW nos países, como Barber sugere, é algo furtivo, sim. Porém, não consigo deixar de pensar que, ao mesmo tempo, é algo escancarado, óbvio, também. E que as pessoas e os países têm verdadeira fascinação em serem integrados ou em se integrarem a "esse mundo". Afinal, o trem vai partir, a maioria já entrou. Quem vai querer ficar de fora? Ainda mais com um trem tão bonito como esse, com atendentes jovens, belas e sensuais, filmes hollywoodianos nas telas, lanches fast food, coca-cola e budweiser à vontade... Como NÃO querer? Tem até papel higiênico hipermacio no toalete, for christ's sake!
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O remédio é olhar para cada pequena coisa, como uma flor ou inseto, de um jeito mais humano, diferenciado. Próximo. E isso, essa solução precisa vir de dentro.
Pois, essas aparentes soluções que nos querem vender de fora, sempre serão... vendidas, oras. À lógica capitalista não interessa que nós sejamos legítimos pensadores. Curiosos, intelectuais, reflexivos, realmente sensíveis e plenamente contestadores.
Nem... pensar!
Por Ariano
1:29 PM [+] ::
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6ª AULA - 23/9 - O capital da mídia; O príncipe eletrônico; Plim-plim
Ênfase: um pouco de tudo; a questão da "Edição"
Poder é leveza. Pode-se inclusive multiinterpretar de forma sinestésica esta frase. Ser magro é bom, ser magro é belo, e beleza é poder. As mídias ratificam esses pensamentos ostensivamente, todos os dias. E as mídias em si, e PARA SI, também hoje, mais do que nunca, fortificam a idéia de que leveza é poder.
Materiais, corpos e composições leves, portabilidade; ação e reação sem massa delineadora. Temos bens e opções virtuais que, ainda que não-presenciais, nos impõem sua realidade e verdade de uma forma tão confortável, prática e de boa qualidade, que simplesmente nos rendemos a eles.
Em meio a toda essa facilidade, é fácil perder o controle. Pois é mais fácil controlar. O nível de consciência a respeito dessas questões já é uma primeira barreira protetora contra a total suscetibilidade a impulsos midiáticos, tais como os impulsos a que somos sujeitos na época de eleições eleitorais. Ainda neste ano de 2006, nas eleições presidenciais, tivemos mais uma belíssima amostra do que um recorte da vida é capaz. Falo de edição.
A responsabilidade de editar é muito maior do que essa pequena palavra sugere. O peso da edição hoje, é, creio muitíssimo, um bocado subestimado, ignorado e mesmo desconhecido pela sociedade em geral - claro, também por interesse dos próprios controladores desse nosso grande vôo. O que se faz nas salas de muitos monitores - e poucas pessoas - no império do Plim-plim, por exemplo, só Deus sabe. Digo, só a chefia da Globo. Considere o tamanho da responsabilidade: editar é recortar detalhes sobre determinado fato, formatar esse fato baseado nos detalhes escolhidos e decidir por uma certa maneira de expressar, exibir este neo facto, agora notícia; notícia que, portanto, é projetada, ganha visibilidade, vira algo público.
Editar é reinventar a vida e reorientar o mundo.
Por Ariano
1:27 PM [+] ::
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5ª AULA - 16/9 - O Aprendiz; The Corporation; You Tube
Ênfase: O Aprendiz
Vulnerável, suscetível e sensível ao que acontece à sua volta, o homem reforça sobre si mesmo reflexões acerca da pergunta Tostinesca: a vida copia a Arte, ou a Arte copia a vida?
Essa autofestejada criatura, ai, como gosta de se ver. E quão tanto crê que sabe de si, tão pouco de fato o sabe.
Roberto Justus é o equivalente masculino, em nossa belíssima cultura progressista e igualitária, da Luciana Gimenez. Digo isso porque a Gimenez literalmente "deu certo": pra um roqueiro famoso. Engravidou, ganhou notoriedade, um programa na TV... e, claro, uma pensão gorda. Gorda, não. Uma pensão obesa mórbida. Justus é o outro lado esperado da moeda. Ele é the spitting image of success como homem. Êxito profissional inquestionável, um nível elevadíssimo de vida material - com carros, apartamentos e viagens. E, sempre que lhe dá vontade, uma versão da Gimenez (a nossa mulher-sucesso, que sempre dá certo).
Mais importante do que tudo isso, o pacote do Justus é uma beleza: o sujeito usa ternos e gravatas belíssimos e, céus, ele tem cabelo pra caramba, e muito bem-cuidado - dizem que faz escova. Precisa de mais? Sim. Justus personifica em seu show particular superlativamente ególatra na TV o chefe firme, austero e exigente que todos (que temos o prazer de ter um emprego) já conhecemos no dia-a-dia. Em outras palavras, colocam na TV uma figura que de nosso cotidiano. Um autocrata viril, poderoso e chato pra caramba, que quer provar a você e à torcida do Flamengo, a cada segundo, que você deveria ser como ele.
Mas, que dificilmente será.
Justus é o Maximus*.
De hoje.
*Maximus Decimus Meridius (foto acima) é o personagem de Russel Crowe no filme Gladiador. Maximus é um general justo, forte e heróico, um exemplo buscado por seus soldados.
Por Ariano
1:05 PM [+] ::
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4ª AULA - 2/9 - Softwares livres e piratas; The Wall; Tempos Modernos
Ênfase: Tempos Modernos e The Wall
Assistir a trechos de The Wall (TW) e Tempos Modernos (TM) em sala foi muito interessante. É incrivelmente gostoso de se ver, como abordado em uma aula anterior, que uma obra "antiga" pode ser imensamente proveitosa e atual. A atemporalidade da essência do que TW e TM abordam é o grande valor das obras.
Mecanização, aproximação a um arquétipo de homem que vive unicamente para o trabalho; que reduz o propósito de sua vida a alcançar a maior produtividade e a ser o melhor empregado possível. Em TM, o trecho em que testam uma "máquina de almoço", a qual permitiria que um funcionário não precisasse sair do local de trabalho para almoçar, traz uma ironia hilária, mas perturbadora. Em TW, temos a pasteurização de crianças, que tombam em máquinas, por quais passam (podemos interpretar) por algum processo de orientação/imposição/programação mental e/ou psicológica, e saem como pedaços de carnes, "assemelhados", etiquetados, previsíveis, programados...
A grande beleza, repito, de obras como TW e TM é exatamente esta: o quão assustador é reparar o tanto que permanecem atuais suas lições.
Não é mesmo?
Eu creio que sim. Enquanto isso, o mesmo sistema criado pelo mesmo homem, para garantir sua perpetuação, controle e a manutenção do lucro que, em última instância mantém também todas essas engrenagens (como por TM...) girando, luta contra quaisquer rebeldes. Partido Pirata? Quem o levaria a sério?
O mundo não é necessariamente dos gênios e loucos.
O mundo é dos gênios que sabem ganhar dinheiro como loucos.
Por Ariano
12:52 PM [+] ::
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3ª AULA - 26/8 - Dois filhos de Francisco; Google ameaça acabar com Orkut no Brasil
Puxa! Que puxo daqui essa vida
Toma essa ficha, vai, liga agora
Que a música é boa, cantada ou lida
Mas a fome chega, sem demora
Puxa! Que puxo daqui essa vida
Cultiva mais e além deste solo
Sonhe e faça sonhar tua querida
Mãe que te carregou no colo
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O brasileiro é inflamado, exagerado, apaixonado. Comunicativo. O brasileiro, acredito também, é um tanto compulsivo. Quando cisma com alguma coisa - esporte, tecnologia, etc. - ele é capaz de ser mais "maníaco" do que quase qualquer outro ser.
No caso do Orkut, esse jeitão "descolado" do brasileiro parece mais problemático do que belo de se ver. Pessoalmente, acho que o Orkut precisa de mais regras, um bom sistema punitivo (na verdade, desde a hoje parca legislação para a internet) e mais vigilância.
Vigilância, sim.
É o preço que pagamos pela...
Liberdade.
Por Ariano
12:51 PM [+] ::
Reflexões:
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2ª AULA - 19/8 - Futuro > Passado?
Claro que "é pra frente que se anda", e que a humanidade, ainda que hoje nos surpreenda com sua gigante estupidez "inevoluída" em assuntos como preconceito e guerra, no geral, avança.
Curiosamente, também não é porque algum ensinamento é novo que é necessariamente bom (francamente, a quanto refugo informacional temos acesso livre hoje?); e também não é porque uma linha de pensamento surgiu no século XIX que ela é necessariamente obsoleta nos dias atuais. A grande questão é COMO definir o que é bom e relevante e o que não é.
Acredito que o que auxilia nesse processo de definir o que é "bom" e merece ser sublinhado e mais estudado é, entre outras coisas, a ATEMPORALIDADE de dito pensamento, de determinadas idéias. A aplicação na vida prática, cotidiana; sem grandes complicações (com relativa facilidade) e em larga escala. Nossa, se esses atributos são preenchidos, creio que temos algo bom e relevante nas mãos. Talvez, quão mais tangíveis ou "tangibilizáveis" forem certas idéias, tão maior será sua relevância.
Sem dúvidas, se pudermos olhar mais duas ou três vezes para trás, e de forma generosa e curiosa, olhar para frente será mais proveitoso.
Será melhor.
Por Ariano
12:48 PM [+] ::
Reflexões:
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:: Quarta-feira, Dezembro 20, 2006 ::
1ª Aula - 12/8 - Wag the Dog; Simulacro e Poder
Wag the dog ou Mera coincidência (pobre e inadequada como tantas traduções de títulos de filmes gringos) é uma grande película. Dustin Hoffman, delicioso, parece que já nasceu um ator maduro e hilário. O baixote tem uma das maiores proporções talento/centímetros de altura. O filme discute como ferramentas de marketing e comunicação podem desviar, enganar e transformar totalmente nossa percepção acerca de... tudo. It's the industry of deception, baby.
O texto "Simulacro e Poder", de Marilena Chauí, cruza de forma adequada o caminho de Wag the Dog. Marilena começa por desenhar basicamente a questão do excesso de árvores que nos impede a visão do total - do bosque. Essa "cegueira florestal" se relaciona intimamente com algumas das lógicas do mercado, que ao tratar de competitividade cada vez mais assustadoramente acirrada, nos impõe tal excesso de informações que transbordam mesmo (porque não?) o treinamento e as capacidades biopsicossociais humanas. Em outras palavras, se considerarmos um hipotético gráfico desde o século XIX que demonstre o volume de informação a que o ser humano é exposto em relação ao tempo, oras, aposto e ganho que um salto drástico acontecera nas últimas duas décadas.
Somos alvos, sim, de grande volume de informações. No entanto, contraditoriamente, a indústria nos facilita a digestão dessa comida intangível tão tangível, dando-nos "papinha de bebê" informativa. É um lixo saboroso e fácil, feito sob medida para mentes sem concentração, preguiçosas, extenuadas pelo excesso - pelo grande volume - de informações constantemente tidas por obsoletas e reatualizadas ou substituídas.
Prefiro falar de algo semelhante, mas que fica além (ou aquém) da "infantilização" referida por Chauí como "não suportar o intervalo entre desejo e satisfação". Digo que a auto-infantilização é praticamente uma necessidade nesses dias, sugerida e quase imposta por uma indústria desejada, importante, mas igualmente perversa. Resistir a esse apelo superlativo é ousar viver uma plenitude legítima.
Por Ariano
11:27 PM [+] ::
Reflexões:
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